sábado, 3 de dezembro de 2011

Eventos 2012

Em breve estarei postando a agenda dos eventos interessantes para o próximo ano!

Sequela respiratória no AVC

Na literatura, alterações motoras e sensitivas decorrentes do AVC são muito comentadas. Porém, não é raro observarmos alterações esfincterianas, visuais e respiratórias. Recentes estudos vêm tentando mostrar alterações respiratórias pós-AVC. A maioria dos padrões alterados são decorrentes de lesões do tronco cerebral. Deve-se considerar também, a fraqueza da musculatura bulbar, em alguns casos, aumentando o risco de disfagia e aspiração.  
A reabilitação, como ponto fundamental em pacientes com que sofreram AVC, deve se tornar cada vez mais abrangente. A reabilitação respiratória ganha força com os novos estudos que estão surgindo.

Leia artigo na íntegra!
Além da incapacidade motora: uma visão sobre outra sequela pouco falada do AVC
Revista de Neurociências, 2011.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Saúde Corporativa

Funcionário pouco saudável produze menos

Empresas precisam fazer uma boa gestão de saúde dos funcionários para evitar perdas de produtividade.

Uma pesquisa revelou que 49% dos funcionários das companhias brasieliras, estão em significativo nível de estresse. Os números preocupam não apenas por mostrarem um quadro de profissionais com condições de saúde precárias, mas também pelo fato de que, além dos funcionários, as próprias empresas podem sofre com o problema.

Para evitar que a produtividade seja afetada, os gestores devem ter em mente que é papel da companhia proporcionar ao funcionário um ambiente saudável de trabalho e o primeiro passo para fazer isso é uma boa gestão de saúde dos funcionários.

Fonte: Revista Exame

A PROVITAL Soluções em Qualidade de Vida, é uma empresa especializada em saúde, bem estar e qualidade de vida. Os projetos são elaborados de acordo com a necessidade do cliente. O projeto SAÚDE NO AMBIENTE CORPORATIVO desenvolve seus programas com a missão de levar para as empresas, qualidade de vida aos seus funcionários. Saiba mais acessando: http://www.provitalsolucoes.com.br/

bianca@provitalsolucoes.com.br


domingo, 23 de outubro de 2011

Atividade aeróbica e fortalecimento muscular na doença de Parkinson

O artigo avalia os efeitos de um programa de fortalecimento e condicionamento aeróbio no desempenho funcional e na capacidade física em pacientes com doença de Parkinson. 17 pacientes participaram de um programa de exercício físico 3 vezes por semana durante 12 semanas. O estudo concluiu que o uso combinado de exercício aeróbio e fortalecimento muscular resultou em melhoras no desempenho funcional e na capacidade física de pacientes com doença de Parkinson leve e moderada.

Artigo na íntegra: Aerobic exercise and muscular strengthening improve functional performance in Parkinson’s disease.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

G1 Rio de Janeiro - Saiba como proceder em caso de acidentes de trabalho

De acordo com o Ministério do Trabalho, em 2009, o Brasil registrou mais de 720 mil ocorrências de acidentes de trabalho. O juiz André Vilella orienta os trabalhadores.

Sabia que o setor onde o índice de acidente de trabalho é maior, é a área da saúde? Assistam a matéria. É rápida e básica. Porém, interessante!



sexta-feira, 22 de julho de 2011

De volta !

Olá, Pessoal!

Estou de volta!

Adiantei uma parte do meu projeto. E agora quero voltar as minhas postagens!



As bolhas que combatem Alzheimer, Parkinson e câncer

Uma camada densa de células muito compactadas atua no cérebro como se formasse um regimento militar com a função de impedir a aproximação de invasores: trata-se da barreira hematoencefálica. Seu objetivo é proteger a estrutura cerebral de qualquer agente químico potencialmente nocivo. De fato, o sistema é eficiente, já que evita o desenvolvimento de doenças que podem ser fatais. O problema é que a barreira mantém longe também a maioria dos medicamentos que, em determinadas circunstâncias, seriam úteis ao cérebro. Os cientistas passaram décadas à procura de um modo seguro de romper essa couraça para tornar possível o acesso de fármacos contra Alzheimer, Parkinson e câncer. Agora, finalmente, parece haver um caminho para atingir esse objetivo.
O novo método utiliza microbolhas de gás natural, revestidas por uma rígida célula adiposa. Cientistas da Universidade Harvard, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, em Columbia, e de outras instituições estão desenvolvendo alternativas que permitam injetar essas bolhas na corrente sanguínea e guiá-las até a barreira hematoencefálica por meio de ultrassom. Elas funcionam como uma alavanca, que abre a barreira em pontos específicos, alvejados pelo feixe ultrassônico. Feito isso, os cientistas introduzem no paciente nanopartículas magneticamente carregadas, cobertas com medicamentos, e as guiam até o local em que melhor serão aproveitadas. Estudos com roedores demonstraram que o método propicia absorção até 20% mais eficaz de drogas contra Alzheimer e de anticancerígenos. O desafio dos pesquisadores agora é encontrar uma maneira de aumentar a intensidade do ultrassom de forma que possa ser aplicado em humanos, mas sem provocar lesões nos tecidos.
Fonte: Revista Viver Mente & Cérebro

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Votação_CREFITO

Bom Dia para todos os leitores!

Alguém recebeu uma correspondência cobrando uma taxa de aproximadamente 65,00 por uma multa relacionada à votação do CREFITO! Que votação? É mole!

Eles não informam nada para nós, quando tem de convocar para a votação ou qualquer coisa do tipo.  Mas para cobrança, as correspondências chegam...

Eventos 2011_Atualização

Aproveitei o tempo curtinho que apareceu e atualizei o tópico com mais eventos.

CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO DE FISIOTERAPIA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO (AFERJ) - Nov 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Novidades

Pessoal...

como é bom estudar sempre! Tenho aprendido muitas coisas com minhas leituras para o projeto do mestrado... e com as aulas que tenho assistido!

É só o começo... Assim que eu puder, colocarei tudo aqui para vocês.

Boa semana!

Bianca

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Postagens

Olá!

Não abandonei o blog! Estou escrevendo meu projeto de mestrado e preciso entregá-lo este mês. Volto em breve com novas postagens para vocês!

Abraços,

Bianca

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva

As técnicas de FNP confiam principalmente na estimulação dos proprioceptores para aumentar a demnanda feita ao mecanismo neuromuscular, para obter e simplificar suas respostas

Segue parte de um artigo que li esses dias, sobre FNP, que gostei muito.

Effect of Proprioceptive Neuromuscular Facilitation Stretch Techniques on Trained and Untrained Older Adults

Reed Ferber, Denise C. Gravelle, and Louis R. Ostemig

The effects of proprioceptive neuromuscular facilitation (P^fF) on joint range of motion (ROM) for older adults are unknown, and few studies have investigated changes in joint ROM associated with age. This study examined PNF stretch techniques' effects on knee-joint ROM in trained (T) and untrained (UT) older adults. Knee-joint ROM was tested in T and UT adults age 45-55 and 65-75 years using 3 PNF stretch techniques: static stretch (SS), contractrelax (CR), and agonist contract-relax (ACR). The 45-55 UT group achieved significantly more ROM than did the 65-75 UT group, suggesting an agerelated decline in ROM. The 65-75 T group achieved significantly greater knee-extension ROM than did their UT counterparts, indicating a trainingrelated response to PNF stretch techniques and that lifetime training might counteract age-related declines in joint ROM. The ACR-PNF stretch condition produced 4-6° more ROM than did CR and SS for all groups except the 65-75 UT group, possibly as a result of lack of neuromuscular control or muscle strength.
Key Words: training, PNF, range of motion

Obs.: Mando o artigo na íntegra para quem se interessar.

domingo, 27 de março de 2011

Recrutamento de idosos para projeto de doutorado / UFRJ

Bom Dia, visitantes do blog.

Passo para informar que uma amiga que faz doutorado na UFRJ está iniciando sua pesquisa em abril com idosos em seu projeto. Não é trabalhoso para o idosos. São poucas visitas e rápidas, no campus Praia Vermelha.

Quem tiver interesse é só deixar um comentário aqui no blog, com seu e-mail e eu repasso. Ou pode me enviar um e-mail com seu contato.

Quem não é idoso, indique para algum que você conheça. A pesquisa consiste de idosos depressivos ativos e sedentários; e idosos ativos e sedentários, ou seja, são 4 grupos de idosos.

Obrigada pela divulgação e estarão contribuindo MUITO para as pesquisas na área da saúde.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Grupo de apoio para família de pacientes com Alzheimer

Pessoal, descobri isso !!!

Um grupo de médicos do Hospital Rios D’Or, no Rio de Janeiro, em parceria com a Organização Mundial de Combate ao Alzheimer e a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) criou o programa gratuito Doença de Alzheimer – Grupo de apoio, para orientação e amparo emocional, no qual os que passam por essa situação podem partilhar sentimentos, vivências – e receber atenção. O programa oferece informações e conforto aos familiares em encontros que se baseiam na troca de experiências, visando a melhora do cuidado do paciente e a possibilidade de amenizar a sobrecarga do cuidador. As reuniões são mensais, na última terça-feira do mês, acompanhadas por um neurologista, um geriatra e um psicólogo. Informações: marketing@barrador.com.br ou
(21) 2430-3639 (ramal 4107).

quarta-feira, 2 de março de 2011

Therapeutic exercise in the treatment of the pain in chondromalacia patellae

Esta semana eu ouvi inúmeras queixas com relação ao joelho e me deu vontade de postar alguma matéria relacionada à esta articulação, tão complexa, tanto no ponto de vista estrutural, quanto funcional. Lembrei de um artigo bastante interessante e comentarei sobre ele aqui. Quem se interessar pelo artigo na íntegra, é só me mandar um comentário ou e-mail que eu encaminho.

Resumo do artigo
A prática terapêutica depara-se com várias patologias de caráter degenerativo e álgico. Mediante observação, notou-se uma frequência de diagnósticos de condromalácia (degeneração da cartilagem articular da patela), e uma divergência nos tratamentos propostos. Desta forma, os autores sentiram uma necessidade de abordar um método fisioterapêutico adequado para o mesmo. Estes aprofundaram os estudos sobre a cinesioterapia no tratamento da dor na condromalácia. O objetivo deste estudo era descobrir uma forma de abordar a cinesioterapia na dor anterior de joelho e verificar se somente a cinesioterapia era suficiente para eliminar a dor conseqüente a esta patologia. 

O artigo conclui que:
1. A cinesioterapia atua diretamente na tonificação do músculo medializador da patela, pois as contrações musculares ativam o sistema alfa-gama, que ativará o fuso neuromuscular, que mandará um estímulo à musculatura para que se contraia, gerando tônus.

2. A cinesioterapia unicamente tem possibilidade de abrandar e até eliminar a dor anterior do joelho conseqüente à condromalácia, pois:
  • Estimula receptores subcondrais com fibras aferentes que modulam a dor medular;
  • Estimula a produção de líquido sinovial que nutrirá a cartilagem;
  • Aumenta a circulação sanguínea da cápsula articular devido à demanda de oxigênio que o músculo necessitará, com isso o líquido sinovial será mais nutritivo, conseqüentemente haverá melhor nutrição da cartilagem;
  • Elimina a compressão articular, permitindo que a cartilagem seja nutrida;
  • Elimina edema cartilaginoso devido à ativação da circulação lacunar;
3. A cinesioteraía é uma abordagem valiosa no tratamento da causa-efeito na dor anterior de joelho conseqüente da condromalácia, podendo evitar sua recidiva.





sábado, 26 de fevereiro de 2011

Atlas do Cérebro


A visão mais detalhada da atividade neural humana já criada até hoje mostra on-line a ação de mais de 20 mil genes e revela raízes moleculares de doenças mentais, do pensamento e do comportamento

Nunca se soube tanto sobre o funcionamento do mais sofisticado e misterioso órgão do corpo humano. Nos últimos anos cientistas descobriram quais áreas neurais são ativadas quando as pessoas realizam movimentos simples como levantar um dedo ou construções mentais complexas como fazer julgamentos morais por meio dos exames de neuroimagem. Mas para entenderem como o autismo se manifesta ou qual a melhor forma de tratar a depressão, por exemplo, os cientistas precisam conhecer os mecanismos moleculares internos das células que controlam a atividade cerebral. Os genes fornecem naturalmente as instruções para esses mecanismos. Agora, a equipe do Instituto Allen de Estudos do Cérebro, em Seattle, nos Estados Unidos, desenvolveu uma ponte de alta tecnologia entre a anatomia e a genética: um atlas interativo do cérebro humano que mostra, on-line, a atividade de mais de 20 mil genes.

Leiam a matéria na íntegra, no site da Revista Mente e Cérebro.


quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Parkinson


Achei esse vídeo e gostei muito! Produzido pelo médico Edson Zerati.

Compartilho!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Crianças também praticam Pilates!



Falando em "volta às aulas"... lembramos de crianças, automaticamente! Volta às aulas dos filhos, ou até mesmo lembrando da nossa infância voltando às aulas. Essa sensação me fez ter vontade de postar uma matéria sobre os pequeninos e, durante minha passagem pelo meu arquivo de artigos, acho esta matéria para vocês. Um bom estímulo para quem procura uma atividade para o filho, ou para quem gosta de trabalhar com crianças. Vai a dica:

Não é difícil ver um adulto dizendo que o corpo já não responde da mesma maneira e é preciso exercitar o esqueleto para manter tudo em dia. Mas é importante lembrar que as crianças também podem sentir dores nas costas feito gente grande, sofrendo com por má postura ou falta de exercícios físicos e até estresse.
Atualmente, crianças têm o Pilates como aliado no alívio de tensões e podem se exercitar com aulas específicas.
O conteúdo trabalhado precisa ter um sentido para que as crianças o assimilem e o transformem em conhecimento. É preciso estabelecer identidade e conexões entre as aulas e o universo no qual as crianças estão inseridas para que, com isso, percebam os benefícios da boa postura, da concentração e da respiração correta. O método proporciona, por meio dos seus princípios e exercícios, a percepção do próprio corpo e do espaço que ele ocupa.
Isso faz com que adquiram consciência e aprendam a respeitar as possibilidades e os limites próprios e os dos outros. As diferenças na qualidade de vida são notáveis como sono mais tranquilo, flexibilidade e digestão.
Também são usados, além dos tradicionais aparelhos, acessórios como bolas, discos de rotação e de equilíbrio, rolos de espuma e meia-lua. O método para crianças tem como objetivo aliar atividades lúdicas com movimentos que compõem o universo infantil, como cambalhotas, trilhas sobre objetos que desafiam o equilíbrio, jogos com bolas de diversos tamanhos e até passos de dança.
A idade indicada para começar a fazer as aulas é a partir dos oito anos de idade.

Fonte: Revista Mães & Filhos

























 

Seu cérebro precisa voltar à escola?

Essa é aquela época do ano em que todas as crianças, adolescentes e a maioria dos jovens adultos voltam às aulas após um longo período de férias. Mas e aqueles adultos que estão há muito tempo longe da escola? Seus cérebros também se beneficiariam se voltassem às aulas? Será que seus cérebros velhos teriam condições de aprender e reter esse aprendizado?
É claro que sim. Por ser tentador olharmos apenas para as falhas que o cérebro na meia idade costuma cometer, como não se lembrar de onde colocou as chaves do carro ou do nome de uma pessoa, deixamos de perceber como ele se tornou mais capaz com o tempo. Nos últimos anos, cientistas compreenderam melhor como o cérebro envelhece e confirmaram que ele continua a se desenvolver ao longo de toda a vida.
E como explicar esses eventuais lapsos de memória? Muito do que você aprendeu pode não estar perdido, mas escondido em algum lugar. A Dra. Burke, professora de psicologia no Pomona College, na Califórnia, tem pesquisado as situações em que a pessoa não consegue se lembrar de algo que ela tem certeza que sabe, aquelas conhecidas como “está na ponta da língua”. Sua pesquisa mostra que esses incidentes podem ser atribuídos em parte às conexões nervosas (sinapses) que se enfraquecem com a falta de uso ou com a idade.
A Dra Burke descobriu também que se a pessoa ouvir sons parecidos com os que ela está tentando se lembrar – como se alguém comentasse sobre o desenho dos Jetsons quando você tenta lembrar do Michael Jackson – de repente o nome esquecido salta à mente. A similaridade sonora pode dar um “empurrão” numa conexão nervosa fraca.


 


Pesquisas recentes têm trazido notícias animadoras. É que o cérebro, ao longo da meia idade, se torna melhor para reconhecer a ideia geral de uma situação. Se mantido em boa forma, o cérebro pode continuar a desenvolver caminhos que ajudam seu dono a reconhecer padrões e, consequentemente, ver significados e até soluções muito mais rápido do que uma pessoa mais jovem.
O truque é encontrar maneiras de manter as conexões do cérebro em boas condições e estimulá-las a crescer. “O cérebro possui plasticidade e continua a mudar, não se tornando maior, mas adquirindo mais complexidade e permitindo uma compreensão mais profunda”, diz Kathleen Taylor, professora na St. Mary’s College, na California, que tem estudado maneiras de ensinar adultos de maneira mais efetiva.
Os educadores dizem que, para adultos, o ideal é desafiar os próprios conceitos que eles tanto trabalharam para criar quando jovens. Com um cérebro já cheio de caminhos bem definidos, os adultos devem “chacoalhar um pouco suas sinapses” confrontando pensamentos contrários aos seus e desafiar suas percepções de mundo.
Os desafios, desde que lhe forcem a sair da sua zona de conforto, são a melhor maneira de manter o cérebro em forma e desenvolvê-lo. Vale de tudo, desde aprender um novo idioma a fazer um novo caminho para o trabalho. Quanto mais variados forem os desafios, melhor. E lembre-se que nunca é tarde para começar.



A Fisioterapia no século XXI e a Geriatria

Os avanços médicos das últimas décadas promoveram a queda da mortalidade entre as doenças infecciosas, beneficiando os grupos mais jovens da população. Estes “sobreviventes” passam a viver mais e expostos a fatores de risco para doenças crônico-degenerativas.

O segmento que cresce mais rápido é o de pessoas acima de 75 anos. Estes 12% idosos ocupam 33% do tempo do medico e a usam 25% das medicações prescritas. Além disso, são responsáveis por 40% das admissões hospitalares. A previsão para os próximos 20 anos é um aumento de idosos atingindo 18% do total da população, com grande impacto econômico social.

No Brasil, 5,85% da população é maior de 65 anos. No período de 1950 a 2025, o número de idosos no país deverá aumentar em 15 vezes, enquanto o restante da população em 5 vezes (Projeções da Organização Mundial de Saúde, OMS). O país ocupará o 6.° lugar no mundo quanto ao contingente de idosos, alcançando 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, em 2025.

Como decorrência do crescimento da população idosa e do aumento da longevidade, as doenças do aparelho cardiocirculatório continuarão a liderar as estatísticas de letalidade, seguidas pelos cânceres e por outras doenças crônicas, como as do aparelho respiratório, e osteoarticular.

Alia-se a estas mudanças o aumento do tabagismo, apesar das campanhas anti-tabágico, diminuição das atividades físicas diárias, mudança do perfil de dieta (rica em calorias e gorduras) e aumento do estresse. Estes fatos fazem surgir cada vez mais casos de obesidade, dislipidemia (alterações do colesterol e triglicérides), hipertensão arterial sistêmica e aumento de resistência insulina (componentes da síndrome metabólica). Todos estes fatos juntos predispõe as doenças cardiovasculares.

Este tipo de transição epidemiológica obrigará a readequar os programas de saúde pública, com prioridade para as medidas assistenciais e preventivas para as doenças não transmissíveis, e programas sociais com forte ação na socialização do idoso e seu retorno a vida ativa no mercado de trabalho.

Papel da fisioterapia

O fisioterapeuta deste século deverá estar preparado para atuar na equipe multi e interdisciplinar, conhecendo os múltiplos aspectos das doenças crônicas e principalmente, das condições bio-psico-sociais dos idosos. O papel preventivo deverá sobrepujar o caráter reabilitatório das fisioterapias atuais. A atuação integrada do fisioterapêuta deverá ser sentida de forma consistente em todos os níveis de atendimento ao idoso. Procurando agir nos ambulatórios e consultórios médicos, evitando-se a hospitalização, que é considerada fator de risco de óbitos por provocar condições que agravam a saúde, como infecções, isolamento social, iatrogenia, entre outras que podem proporcionar perda de independência e autonomia.

Como sabemos os idosos hospitalizados apresentam um declínio físico progressivo e após a alta hospitalar, nem sempre conseguem recuperar o seu desempenho funcional anterior. Cabe ao fisioterapêuta, atuar neste segmento, de forma a minimizar estas “seqüelas” reabilitando o idoso de forma plena no mais breve período de tempo possível.

O profissional necessita de conhecimentos a respeito não só da patologia que está sendo tratada, mas também de noções de nutrição, farmacologia, psicologia, filosofia e sociologia. Pois, não raramente será solicitado, pelo paciente, de informações a este respeito. Estas informações, certamente, não virão apenas das cadeiras do curso de fisioterapia, mas do convívio com as equipes que atendem os idosos.